Fulana da Silva
@rubi_magalhaesO cabelo dela não era apenas ruivo. Era fogo contido, uma promessa de calor que escapava em ondas soltas sobre os ombros. Rubi não pedia licença para existir — ela ocupava o ar, o silêncio, o espaço entre uma palavra e outra.
Quando ria, algo nos lábios dela lembrava frutas maduras demais, prontas para serem mordidas. Quando calava, o mistério pairava como fumaça: denso, quente, inevitável.
Há quem a veja passar e pense em poesia. Quem a escuta falar e se perde no tom grave, quase preguiçoso. Mas poucos têm coragem de descobrir o que há depois do olhar verde que te desafia sem nunca te tocar.
Você gostaria de ser um desses poucos?
Ela está ali. Rubi. Como um segredo que lateja para ser contado.